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Psicanálise cura?

O objetivo de uma análise bem conduzida não é a cura no sentido de “consertar” o sujeito.

A queixa que o analisando traz nas entrevistas preliminares, o sintoma que o trouxe ao divã, vai se transformando ao longo do percurso.

 

Esse sintoma vai, aos poucos, ganhando sentido e esse sentido alivia a angústia desse sofrimento sem nome e sem respaldo dentro de si. Ao final da análise, espera-se, esse sintoma já nem pode ser chamado de sintoma, ele perde seu estatuto. Não que seja necessariamente eliminado, mas ele está integrado ao sujeito e assim ele pode fazer algo desse sintoma, inclusive usá-lo de forma produtiva.

 

O sujeito alcança uma posição de responsabilização por sua situação e deixa de vê-la apenas como destino.

 

Podemos chamar isso de cura, mas não a cura da tradição médica, mas como o curador de arte, que recebe a obra, pensa sobre ela, deixa que ela reverbere, cuida dela e promove o olhar para ela. Em suma, o sintoma, ao fim da análise, já não é mais fonte de sofrimento.

Escrito por:
Fernanda Soibleman Kilinski

CRP: 07-19871 - Porto Alegre - RS

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