A Importância do Pai no Desenvolvimento Infantil

O pai fica muitas vezes em segundo plano quando falamos da primeira infância, na qual a relação mãe-bebê é bastante simbiótica, deixando pouco espaço para a interferência paterna. No entanto, esta visão vem mudando muito e é cada vez mais reconhecida a importância da presença física e emocional do pai desde os primeiros dias de vida.

O papel do pai é estruturante, é ele quem vai simbolizar o limite quando se coloca como terceiro na relação simbiótica entre a mãe e seu bebê. Isso será tão importante para o bebê quanto para a mãe, que precisa abrir espaço para que ele entre na relação e precisa sair do estado de fusão para que seu bebê se desenvolva.

A importância da figura paterna é fazer com que o bebê saia da natureza para a cultura, é trazer o mundo externo. Um pai omisso é tão prejudicial na vida da criança quanto um pai violento, pois em ambos os casos há falha na função paterna que é dar limites, amor, cuidado e servir de modelo.

O contato precoce entre pai e filho facilitará muito a relação posterior entre ambos e ajudará esse filho a entender a figura masculina de uma outra forma, podendo se espelhar nele no futuro.

A função paterna pode ser exercida por um representante, não necessariamente o pai biológico, mas alguém que cumpra esta função para a criança. Quando ninguém assume esse papel corre-se o risco de se produzir o que chamamos de uma mulher fálica, aquela que se considera dona de seus filhos, que desvaloriza a figura masculina, que rejeita o representante paterno, etc. O que afetará futuros relacionamentos e também a imagem que a criança faz do masculino.

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